Plantas usadas no processo de fenação

Quais são as principais espécies de plantas usadas no processo de fenação?

Entenda quais gramíneas e leguminosas se destacam na fenação e atendem as necessidades nutricionais 

Um dos fatores decisivos mais importantes na produção de feno para garantir um produto de qualidade é a escolha da planta forrageira, pensando em nutrição e durabilidade. Com o crescimento da demanda por alimentação conservada de alto valor nutritivo para animais, entender quais espécies, entre as gramíneas e leguminosas, se adaptam melhor à fenação se tornou algo essencial, tanto para produtores iniciantes quanto para os mais experientes no campo. 

  1. Gramíneas 

As Gramíneas tropicais são bastante utilizadas no Brasil por sua facilidade de manejo, pela boa produtividade e pela rápida desidratação. Entre elas, se destacam as variedades do gênero Cynodon, como o Tifton 85 e o Coast Cross. Estas plantas possuem alta relação folha/colmo (maior proporção de folhas em relação ao caule), colmos finos e um teor proteico elevado, características que favorecem tanto a secagem quanto a digestibilidade e o processo de ruminação. 

Existem também outras gramíneas populares, o que incluí a Estrela Africana e as braquiárias, como Brachiaria brizantha (Marandu), decumbens e humidicola. Embora algumas delas apresentem um valor nutritivo menor, são eficientes quando plantadas em regiões de clima quente e solos de baixa fertilidade, ainda mais quando são associadas a práticas como a amonização para melhorar a qualidade do feno

  1. Leguminosas 
     

Entre as leguminosas, a alfafa (Medicago sativa) é a mais tradicional, com ótimo teor de proteína (entre 18% e 25%), alta digestibilidade e excelente palatabilidade para o gado. No entanto, para que a plantação tenha sucesso, é necessário que o solo esteja fértil e que haja uma boa drenagem. Outras leguminosas com bom desempenho são o amendoim forrageiro e o guandu forrageiro, ambos com bom valor proteico e resistência ao clima tropical. 
 
Uma curiosidade sobre leguminosas são as especificidades do semiárido, onde espécies nativas da Caatinga conseguem destaque por sua rusticidade e alto valor nutricional. Plantas como a jurema-preta, o sabiá e a maniçoba se adaptam facilmente, e são opções sustentáveis no longo prazo e possuem custo baixo para a produção de feno em regiões áridas. 

  1. Afinal, qual escolher?  

Ao selecionar plantas para a fenação, é crucial avaliar a produtividade de matéria seca, o valor nutricional para diferentes espécies de animais, a facilidade de secagem, a capacidade de rebrota e a adaptação às condições locais de clima e solo. Gramíneas de colmos finos e alta proporção foliar são as mais eficientes e garantem produtividade em todas as etapas do processo. 

Também pode ser uma estratégia vantajosa diversificar a produção. Ao alternar entre gramíneas e leguminosas é possível equilibrar custo, qualidade nutricional e disponibilidade ao longo do ano, o que otimiza tanto a alimentação animal quanto os recursos da propriedade.